Eu confesso que é difícil pra mim "to let go..."
"De coisas?"
"Não. Pessoas."
Me apego, me entrego (do meu jeito durão), misturo minha história com a delas, gosto de saber dos sonhos, do que elas gostam, quais os maiores medos e os sabores preferidos. E daí, o destino(ou a opção própria) faz os caminhos se desencontrarem por uma fração de segundo, e nada mais é como antes.
Pra mim, mesmo sendo um tiquinho orgulhosa, é difícil e doloroso "desmisturar" as histórias e seguir em frente.
E isso porque sou uma "people person" o que significa que, eu preciso de gente na minha vida. Pessoas são um elemento fundamental na construção do meu "eu".
Não que não eu aprecie estar sozinha, muito pelo contrário. Me dou muito bem comigo mesma e, aconselho você a passar tempo consigo mesmo sempre que puder.
Mas "letting go of people" não é comigo.
Ainda estou aprendendo que posso amar as pessoas de longe sem ter que, necessariamente, vê-las ou falar com elas todos os dias.
Estou aprendendo que posso desejar que elas sejam felizes sem mim e que eu , também, posso ser feliz sem elas.
Não há culpa nisso.
Há momentos que tem que ser vividos, pessoas que temos que conhecer, amar e, quem sabe um dia, dizer adeus.
Por mais difícil que seja.
O importante é ser grato pela oportunidade de ter feito alguém feliz e de ter amado.
No mais, o resto é resto.
a.c
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